As novidades e possibilidades dos “computadores de comida”

Com os “computadores de comida”, será possível produzir maçãs e outras frutas especiais para cada indivíduo.

Publicado em
As novidades e possibilidades dos “computadores de comida”

A tecnologia continua surpreendendo com as possibilidades de contribuições para a expansão e melhoria do agronegócio em todo o planeta.
A novidade é que a computação pode transformar a produção de alimentos, controlando crescimento e produção de vegetais e otimizando o futuro da alimentação humana.
O avanço faz parte de plano do pesquisador norte-americano Caleb Harper. Ele é de família de agricultores, formado em arquitetura e trabalha no setor de pesquisas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, dos Estados Unidos, onde desenvolve o projeto “computadores de comida”.
Pela iniciativa, a tarefa de cultivar pés de tomate ou de manjericão, por exemplo, será semelhante à elaboração de programa de computador, aproveitando e aprimorando alternativas em busca da fórmula perfeita, para a produção de alimentos mais nutritivos e com maior rapidez.
Os “computadores de comida” são máquinas com sensores, que permitem simulação de muitas condições climáticas, com alterações de temperatura, umidade ou nível de gás carbônico no ar, entre outros fenômenos naturais.
Com dimensões que vão de caixa de 30 centímetros até de galpão tradicional, os sistemas isolados possibilitam aos pesquisadores o entendimento e a eventual correção digital de algo que humanos realizam há milênios, muitas vezes intuitivamente ou tentando intervir na natureza, como é o cultivo de vegetais.
De acordo com o pesquisador, essas possibilidades incluem as condições ideais para o desenvolvimento de planta medicinal e/ou colheita de frutas frescas do mundo inteiro, no local desejado.
O projeto está apenas iniciando e é muito caro, mas promete avanços em pouco tempo e pode mudar o futuro da alimentação humana e animal. Atualmente computadores de produção de alimentos custam 500 dólares, são distribuídos em escolas e outras instituições e só permitem a produção experimental de um tomate por mês, por exemplo.
Segundo o pesquisador, dentro de alguns anos será possível seqüenciar o genoma de cada pessoa, estabelecendo a alimentação ideal para cada consumidor.
Com os “computadores de comida”, será possível produzir maçãs e outras frutas especiais para cada indivíduo, para que realmente se alimente melhor e não apenas acumule calorias, como se fosse máquina.
Com os novos equipamentos, será possível cultivar plantas de forma economicamente viável, inclusive determinando locais do planeta mais indicados para diferentes tipos de vegetais.
Além disso, no futuro, os “computadores de comida” poderão elevar o valor nutricional de alimentos e reduzir a perda de antioxidantes. Na atualidade, a seqüência de DNA de uma pessoa custa milhares de dólares, mas o preço cairá muito até 2030.
Com isso, cada consumidor poderá saber o que realmente necessita incluir ou manter em sua dieta. Com ajuda de “computadores de comida”, se poderá produzir alimentos específicos, como maçãs que aliviam doenças cardíacas.
Para o Brasil, que é nação privilegiada pelas terras muito valiosas, devido à sua fertilidade, topografia e abundância de água, a informação é muito bem vinda.
Os “computadores de comida” permitirão cultivo de cada solo da melhor forma possível, tornando terras mais férteis e produtivas, estabelecendo climas mais estáveis para a maior oferta de alimentos de qualidade e contribuindo para o bem-estar da população local e global.

*O autor é ex-deputado federal pelo Paraná e ex- chefe da Casa Civil do Governo do Estado do Paraná.

Deixe um comentário