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Consumo per capita de frango próximo de 50 kg

“Se nós fizermos um exercício de cálculo do potencial de produção de carne de frango, menos aquilo que foi exportado, estamos com um per capita beirando 50 kg”, afirmou Pozzer. O dado se aproxima das projeções divulgadas pelo USDA...”

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De janeiro a agosto de 2020, o consumo per capita de carne de frango no Brasil se aproxima dos 50 kg, segundo o presidente da APA (Associação Paulista de Avicultura), Érico Pozzer. Na última segunda-feira (21/9), em entrevista à aviNews Brasil pelo Instagram, o dirigente afirmou que a alta no consumo da proteína avícola se deve, principalmente, aos elevados preços das carnes suína e bovina.

Se nós fizermos um exercício de cálculo do potencial de produção de carne de frango, menos aquilo que foi exportado, estamos com um per capita beirando 50 kg”, afirmou Pozzer. O dado se aproxima das projeções divulgadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no início de setembro, que prevê um consumo total de 10,002 milhões de toneladas em 2020, o que representaria 47 kg per capita.

Segundo Érico Pozzer, a alta demanda do mercado interno contribuiu para o equilíbrio dos preços do produto. “Apesar de todos os aumentos de custos que nós tivemos, estamos conseguindo empatar e, algumas empresas mais organizadas, ter alguma margem”, salientou.  

O presidente da APA destacou que o movimento dos preços acaba não sendo sentido pelo consumidor devido às políticas de ganho adotadas pelo varejo. “O ponto de venda, quando nós temos excesso de produto e vendemos muito barato, coloca uma margem de 70% sobre o frango inteiro e acima de 100% nos cortes”, explicou. “Quando o mercado está equilibrado como é a atual situação, o ponto de venda reduz a sua margem de lucro para cerca de 30% no frango inteiro e 60% nos cortes”, completou.

Quanto aos custos de produção, Pozzer explicou que de janeiro até agora a ração apresentou um aumento entre 35% e 38%. Segundo ele, a ração representa 75% dos custos do frango vivo na plataforma de um abatedouro.

Com isso, uma ração que pagávamos R$1,3 mil, R$1,4 mil a tonelada, passou a custar hoje R$1,9 mil, ou mais”, explicou. “É um absurdo, eu nunca vi isso na minha vida”, completou, informando que o custo do frango passou de R$2,90 a R$3,00 para hoje R$3,75 no estado de São Paulo.

Segundo o presidente da APA, para 2021 o setor deve manter os esforços para ampliar o volume de exportações. Outro ponto de atenção que já mobiliza o setor é evitar a reversão da desoneração da folha de pagamentos, que poderia refletir em um prejuízo de cerca de R$1 bilhão para o setor avícola em 2021.

Hoje nós temos mais de 450 mil empregados trabalhando nas integrações, abatedouros, no Brasil inteiro, sendo só aqui em São Paulo mais de 50 mil pessoas empregadas”, destacou Pozzer. “Então, essa é a primeira briga que nós já estamos travando a um bom tempo e já existe um consenso no Congresso de que o veto será derrubado”, completou.

Outra questão na mira do setor é a renovação do Convênio no 100/97, do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), que garante isenção tributária em operações internas e reduz a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na comercialização interestadual de insumos agropecuários.

O Convênio reduz a base de cálculo do ICMS em até 30% para fertilizantes e rações e, em até 60%, para defensivos agrícolas e sementes. “Foram feitas algumas alterações que, segundo o governo, foram feitas para atender exigências do Tribunal de Contas, mas acredito que isso vai ser mantido”, salientou Pozzer.

 

AveNewsBrasil


Por Jacó Carlos Diel
Por Jacó Carlos Diel

12 Out 20 • 5 min


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