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Coronavírus: União de concorrentes para a vida do sistema de saúde brasileiro

Pela primeira vez concorrentes de todos os ramos da vida nacional se dão as mãos e mais do que isso, se unem em corpo e espírito, em favor das necessidades mais prementes da vida do sistema de saúde pátrio

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É verdade que a COVID-19  mudou rotinas; alterou costumes; separou famílias; suspendeu aulas; fechou templos; interrompeu por completo o transporte de passageiros; lacrou o comércio; impediu aglomerações de pessoas; proibiu o uso de praias; parou o mundo inteiro. Minúsculo e invisível, o coronavírus, na sua apresentação, já foi capaz de imobilizar o planeta. Protagonista do que poderá ser a maior guerra, agora bacteriológica (podendo avançar para outros meios), mais letal, tanto para as pessoas quanto para a economia. É tão desastroso que não se tem hoje quem possa afirmar no quê e quanto poderá impactar de negativo essa pandemia. Sem falar na quantidade de vidas que poderão ser perdidas em todo o planeta.

desconhecimento do coronavírus, causador da COVID-19, e, a falta de vacinas e medicamentos certeiros e eficazes, só faz o temor crescer e se multiplicar: será que o remédio aplicado, o confinamento e o distanciamento social (horizontais) como estão colocados (leia-se a parada e o fechamento de quase tudo), não é mais danoso, sinistro e letal do que a própria doença?

invisível vírus, já nos primeiros dias da sua apresentação, foi capaz de deixar governantes do mundo inteiro, atordoados, sem saber como e o que fazer, para o seu enfrentamento. Daí, resultando graves conflitos internos, nas muitas nações do planeta. É a guerra dos Pareceres; das Instruções; das portarias; dos Decretos e contra Decretos; das Liminares; para chegar nos julgados das instâncias superiores.

Por um lado, os que tem o dever legal e constitucional de defender a sociedade, as pessoas, sobretudo, os menos favorecidos e de outro lado, como em todos os lugares, os oportunistas de plantão (para tirar proveito próprio ou de grupos – quando não, para interesses espúrios e até homicidas). São os do quanto pior, melhor. Mas melhor pra eles, com projetos inconfessáveis, de retorno ao “toma lá, dá cá” e outras práticas como dilapidação de empresas e do erário. É deplorável o que os essesinumanos’ são capazes de fazer com os seus semelhantes. Práticas inadmissíveis para os animais, que se respeitam e ainda são capazes de criar a prole de outras espécies. Respeitar e criar, são verbos, praticamente inexistentes no dicionário desses ‘inumanos’. Já para os animais, esses verbos têm força de lei pétrea, sem arranjos e conchavos. Mas haverá de chegar o dia em que esses últimos nos servirão de exemplos a serem seguidos. Aguardemos, e ansiosamente.

Mas nem tudo é  escuridão e pandemia. Como em toda tragédia, sempre tem alguma coisa boa, aproveitável para os que tem a sensibilidade de enxergar as oportunidades. Assim, pela primeira vez concorrentes de todos os ramos da vida nacional se dão as mãos e mais do que isso, se unem em corpo e espírito, em favor das necessidades mais prementes da vida do sistema de saúde pátrio. Gesto profundo de solidariedade com toda a sociedade, para obtenção de melhores meios a fim de enfrentar o inimigo comum: o coronavírus, para a salvação do maior número de vidas. Estão nessa preocupação, bancos; redes de lojas; atacados; empresas de saúde; frigoríficos; mineradoras; indústrias dos mais diversos ramos, inclusive, de aviação; de usinas de álcool e; muitas outras. Algo louvável e impensável em tempos de “paz”. Fazendo brotar uma preocupação pura com o outro (abstraída de interesses particulares e obscuros – muitas vezes não tão éticos), com os semelhantes.

Resta pedir, se preciso for, implorar ao Criador Supremo, para que os ‘inimigos de tudo e de todos’, (que ao menos contemplem o código pétreo da selva) ou se espelhem nesses últimos e também se ‘convertam’ e, se não conseguirem fazer o mesmo, que deixem os que querem e precisam fazer o seu papel, fazê-lo. Um serviço imensurável à nação, seria não atrapalhar, deixar de problematizar e distorcer os fatos, não perseguir quem tem o dever constitucional de desempenhar e trabalhar em favor da população.

Pelo jornalista Jacó Carlos Diel


Por Jacó Carlos Diel
Por Jacó Carlos Diel

23 Abr 20 • 7 min


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