Jiló: o amargo que faz bem

O lado "doce" deste alimento considerado amargo!

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 Jiló: o amargo que faz bem

  O jiloeiro, que tem origem incerta entre a Índia e a África, sua chegada em terras brasileiras se deu por Pernambuco, no século XVII, trazida pelos escravos que vieram para cá para trabalhar nos canaviais. Mas hoje o principal polo de produção de jiló no país é a Região Sudeste, liderado pelo Rio de Janeiro, onde a produtividade média varia de 20 a 60 toneladas por hectare.

   Pertencente à família das solanáceas, assim como o pimentão, a berinjela e o tomate, o jiló nasce de uma planta rústica, que tem caule ereto e flores brancas e é facilmente cultivado, principalmente onde as temperaturas são mais elevadas, não gosta de clima frio e é suscetível a algumas doenças e pragas em períodos de chuva.

   Seus frutos amargos são colhidos ainda verdes e são consumidos cozidos em diversos tipos de pratos, sendo também possível consumi-los crus. Embora seja rejeitado por alguns, o sabor amargo da hortaliça também tem seus apreciadores. Pouco afeitos a comer o fruto do jilozeiro podem, contudo, ser conquistados ao experimentar exemplares colhidos verdes, fase em que o amargor ainda apresenta-se menos acentuado.

   Frito, cozido ou como ingrediente de tortas e sopas, o jiló é um alimento digestivo, de baixa caloria e muito nutritivo. Além de fósforo, ferro, cálcio, sais minerais e vitaminas A, C e do complexo B, possui propriedades que reduzem o colesterol e ajudam no tratamento de distúrbios hepáticos. Dotado de elevada taxa de niacina, auxilia no combate à pelagra, enfermidade que causa dermatite, diarreia e perda da memória.

  O jiloeiro precisa de clima quente e úmido para crescer bem e produzir seus frutos. Não suportando baixas temperaturas. O solo deve ser bem drenado, fértil, rico em matéria orgânica, com boa disponibilidade de nitrogênio.

   A colheita dos frutos começa de 90 a 150 dias após a semeadura e pode continuar pelo menos por mais três meses. Os frutos são colhidos geralmente imaturos, ainda totalmente verdes. Quando maduros os frutos ficam vermelhos ou alaranjados, com a pele mais firme e espessa, e são ainda mais amargos.

   Apesar do gosto amargo, pesquisas indicam que o jiló faz bem ao coração, ajuda a eliminar o mau hálito e também ajuda a perder peso. Isso porque, além das vitaminas A, B e C, dos minerais cálcio, ferro, fósforo e magnésio, o jiló também contém compostos bioquímicos como os flavonóides, antioxidantes que protegem as artérias, impedindo a ação do colesterol ruim no organismo.

   O jiló possui incríveis benefícios nutricionais e, sabendo cozinhá-lo, ele pode ser de verdade uma delícia. Valorize este alimento!

Referências:
Como plantar jiló. Disponível em: https://hortas.info/
Como plantar jiló. Disponível em: https://revistagloborural.globo.com/
Jiló a fruta com benefícios e malefícios. Disponível em: https://www.greenme.com.br/

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