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PEQUI: o ouro do Cerrado.

O pequi traz consigo a contradição da delicadeza das flores e da brutalidade dos espinhos!

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O pequi (Caryocar brasiliense) traz consigo a contradição da delicadeza das flores e da brutalidade dos espinhos. É um fruto que uns amam e outros odeiam. É uma árvore tipicamente brasileira que nasce principalmente no Cerrado e algumas áreas do Nordeste. Existem também outras espécies que se desenvolvem na Floresta Amazônica, cuja nomenclatura vem do Tupi e significa “casca espinhosa”. É também conhecido como: piqui, pequiá, piquiá, piquiá-bravo, amêndoa-de-espinho, grão-de-cavalo, pequiá-pedra, pequerim e suari.

O pequizeiro é uma árvore alta, com tronco de 2 m a 5 m de circunferência, que pode chegar a 12 metros de altura. Suas folhas são grandes, cada uma composta por três grandes folíolos, cobertos por uma penugem e com as pontas entrecortadas. Ocorre mais frequentemente nos estados de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, São Paulo e Bahia. 

Já seu fruto possui o tamanho aproximado de uma maçã e uma casca verde. No seu interior, existe um caroço revestido por uma polpa comestível macia e amarela. Embaixo da polpa há uma camada de espinhos muito finos, por isso ao roer o pequi cozido, é preciso ter cuidado. Por baixo dos espinhos há uma amêndoa macia e muito saborosa. A época de produção dos frutos é de novembro a janeiro. A germinação do pequi pode demorar até um ano, mas menos da metade dos caroços germinam.

 

Produção e Mercado: De todos os frutos nativos do Cerrado, o pequi é o mais consumido e comercializado, e também o melhor estudado nos aspectos nutricional, ecológico e econômico. Principalmente em Goiás e no Norte de Minas, mas também em outras regiões do Cerrado, o pequi é de grande importância para as populações agroextrativistas e para as economias locais. Alguns “catadores” e comerciantes de pequi chegam a obter até 80% de sua renda anual na cadeia produtiva do fruto.

Do caroço desta fruta é extraído o óleo, e a partir dele é produzido o biodiesel e 50% deste corresponde ao óleo vegetal, que tem uma composição química adequada para a produção de biodiesel. Porém, produzir biodiesel a partir do óleo de caroço de pequi leva tempo e investimento. É necessário produzir mudas, plantar, desenvolver e maturar a produção em escala comercial. 

Além desses aspectos, o pequizeiro também pode ser cultivado para recomposição ambiental, proteção de nascentes e sombreamento de pastagens. O plantio em calçadas não é aconselhável, uma vez que a árvore fica muito alta e grande. Se o objetivo for plantio em quintais, a área deve ter espaço suficiente para que a árvore não apresente problemas para a estrutura da casa.

 

Benefícios: O pequi é quase um remédio, com muitos efeitos positivos para saúde. Ele tem um teor elevado de ácidos graxos monoinsaturados, os mesmos encontrados em nozes, em azeitonas e em compostos orgânicos que ajudam a diminuir os níveis de colesterol no sangue e a proteger o coração.

No seu uso popular, também é muito utilizado para rouquidão através de chás, cremes ou através do óleo. É utilizado como fortificante por suas propriedades nutricionais e curativo para pequenos ferimentos. Para dores reumáticas, musculares e contusões, faz se uso utópico do óleo do pequi, conhecido por acelerar a regeneração dos tecidos.

 

Consumo: Na culinária, o pequi está presente não só em receitas tradicionais e caseiras, mas até em drinques, inclusive, ele já representou o Centro-Oeste em episódio do MasterChef Brasil, pelas mãos da chef brasiliense Mara Alcamin que preparou um frango caipira, arroz e creme de milho acompanhado, claro, de pequi.

Muito utilizado na culinária regional em deliciosos pratos como o arroz com pequi, ou ainda como tempero, em conserva e como matéria-prima para a produção de licores, sorvetes e ração para animais, o pequi é um fruto muito versátil. Sua polpa tem o dobro de vitamina C de uma laranja e é rico também em vitaminas A, E e carotenóides. Tais fatores tornam o fruto um aliado no combate ao envelhecimento e na prevenção às doenças associadas à visão. Mas os benefícios vão além: sua amêndoa é utilizada na fabricação de um rico óleo que possui ação anti-inflamatória, cicatrizante e gastroprotetora.

De uso bem menos difundido que a polpa, a castanha do pequi apresenta também grande potencial em diferentes usos. Pode ser apreciada in natura, torrada, com sal ou caramelizada. Seu óleo é aromático e pode ser utilizado para produção de cosméticos. Da castanha também se fabrica licor, bem mais claro que o da polpa.

Outras partes do pequizeiro, no entanto, também são úteis, como por exemplo: a madeira é de boa durabilidade, sendo utilizada na construção de casas e cercas; as flores servem de alimento para os animais; a casca produz corante de ótima qualidade; as folhas e o óleo da polpa têm diversos usos medicinais; a árvore, frondosa e de grande beleza, é ornamental.

Possui uma copa frondosa que pode chegar a 12 metros de altura e suas folhas são grandes. Seu fruto possui o tamanho de uma maçã, casca verde e no seu interior existe um caroço revestido por uma polpa comestível macia e amarela, bastante nutritiva e utilizada no preparo de vários pratos. Embaixo da polpa existe uma camada de espinhos muito finos, por isso ao roer o pequi cozido é preciso ter cuidado para os espinhos não ficarem grudados na boca. As amêndoas, que são as sementes do pequi, apesar de pouco conhecidas também são comestíveis. A época de produção dos frutos é de novembro a janeiro.

A polpa do pequi possui sabor marcante e pode ser consumida cozida, sendo muito utilizada na culinária regional em deliciosos pratos, como arroz ou frango com pequi. Também pode ser usada como tempero e em conserva. Pode-se também extrair um óleo utilizado para condimento e na fabricação de licores.

 

 

REFERÊNCIAS:

Pequi. Disponível em: http://www.cerratinga.org.br/pequi/

Pequi. Disponível em: https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/agroenergia/arvore/CONT000fbl23vmz02wx5eo0sawqe3egcicvo.html

Pequi. Disponível em: http://matonoprato.com.br/panc1/pequi/

 

O pequi, o ouro do cerrado, pode fazer muito bem para sua saúde. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2019/02/10/interna_revista_correio,736344/conheca-as-propriedades-do-pequi-que-sao-beneficas-para-a-saude.shtml

 


Por Thaíse Pires
Por Thaíse Pires

10 Set 21 • 10 min


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