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Pêssego de dois milhões e meio de anos

Estudos genéticos e a descoberta de oito endocarpos de pêssego fossilizados bem preservados no sudoeste da China remontando a mais de dois milhões e meio de anos, sugerem que o pêssego é originário da China

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A árvore do pêssego

O pessegueiro (Prunus persica) é uma árvore decídua, originário da China e sul da Ásia. De folhas alternas e serreadas, é muito mais do que o fruto que conhecemos. Tem flores brancas e na maioria das vezes roxas e drupas pubescentes, comestíveis e com propriedades aperitivas e digestivas. Possui inúmeras variedades hortícolas. A infusão das folhas e sementes é calmante e as flores são usualmente utilizadas como laxante suave.

Etimologia

O nome científico da espécie do pessegueiro, (Prunus persica), relaciona-se com as palavras em português "pessegueiro" (árvore) e "pêssego" (o fruto). O nome é uma referência ao largo cultivo da espécie no Irã (antiga Pérsia) durante a Antiguidade, de onde foi transplantada para a Europa. Os romanos referiam-se ao pêssego como malus persicum ou "maçã da Pérsia", sendo portanto essa denominação em latim a origem tanto às palavras em português quanto a outras cognatas em diversas línguas europeias (pêche em francês, peach em inglês, pesca em italiano).

História

Estudos genéticos e a descoberta de oito endocarpos de pêssego fossilizados bem preservados no sudoeste da China remontando a mais de dois milhões e meio de anos, sugerem que o pêssego é originário da China. A espécie é cultivada desde cerca de 2000 anos antes de Cristo. O pêssego foi trazido da China, passando pela Pérsia (Irã), e alcançou a Grécia por volta do ano 300 A.C. Os pêssegos já eram bem conhecidos pelos romanos no primeiro século antes de Cristo. O pessegueiro é retratado em afrescos das cidades destruídas pela erupção do Vesúvio de 79. Dois fragmentos de afrescos do primeiro século depois de Cristo da cidade de Herculano estão em guardados no Museu Arqueológico Nacional de Nápoles.

No Brasil

Aqui, a história do pessegueiro é mais recente. Foi trazido por mudas da Ilha da Madeira, em 1532 por Martim Afonso de Sousa, que as plantou na Capitania de São Vicente, hoje estado de São Paulo.

Produção mundial

Segundo dados da FAO (1998), a produção mundial de pêssegos era de aproximadamente 11 milhões de toneladas, sendo os principais produtores a China, a Itália, os EUA e a Espanha. Embora, sendo o maior produtor mundial, a China não figura na relação dos países exportadores, o que provavelmente se deve ao grande consumo interno. Ainda com base nessas mesmas estatísticas, na América do Sul, o Chile e a Argentina aparecem na oitava e nona posição, respectivamente, com produção de aproximadamente 280 mil toneladas/ano e o Brasil na 13º, com uma produção anual de 146 mil toneladas.

Produção nacional e mercado

A maior parte da produção nacional de cerca de 230 mil toneladas da fruta destina-se ao consumo in natura, enquanto cerca de 50 mil toneladas são industrializadas para a fabricação de compotas em calda açucarada e acondicionadas em latas. Um percentual bem reduzido se destina à produção de geleias, desidratados, polpas e néctares.

O Brasil importa pêssegos em virtude da produção nacional ser insuficiente para atender à demanda do mercado interno. E exporta pequenas quantidades de pêssego em calda. Em 2017, exportou 866 t para Uruguai, Paraguai e Bolívia. Não exporta porque não existem excedentes na produção nacional dessa fruta, tampouco estruturas empresariais e aportes de fomento governamental para que o País participe do mercado internacional, que é muito exigente em qualidade e segurança alimentar. No Brasil, o consumo per capita de pêssego em calda é de 0,25 kg por ano, muito aquém do consumo de países como Itália, Espanha, França e Inglaterra, que é de 5 kg por ano.

Benefícios para a saúde humana

São muitos os benefícios que o pêssego propicia à saúde humana, que pode ser consumido de diversas formas (motivo para outras postagens aqui).

 

JCD/Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pessegueiro

https://int.search.tb.ask.com/search/GGmain.jhtml?n=7867da48&p2=%5EBZC%5Exdm165%5ETTAB03%5Ebr&ptb=5C422EBC-3B03-4D5F-9B39-EF4EE61F22CE&qs=&si=&ss=sub&st=sb&tpr=sbt&enc=2&searchfor=L1nsEHUaqsLQYeGX2x_BI-plL1iUrRkEArCk8yOXgJbccmwPOVepNzrwnu5ZmoCvaxBsObBnCXVqnD3DJERSBoP-atSgoPwD7V3rYBxeRXY5W0bBlNWLH6t83u4vzpfhlu1rHYiFbhE3epBhuMKoIsolp0s8LIN50ZvrHDqiz6THflpSylcma9rm5Bu6Jp9t6aI0j21VHMhl0MbpiMUb28y3zmjxkEOFQrVcAGWNmuua-4k78yGeg1PDLJADiAD--R6x4MBRvuwjKmoFl1od-PTZhggZOR2-35i3WR8eUWiJ2Coi7mdM8nZ0PYdI512zrhF3MskTy-EbVSbzUTS9lw&ts=1595364009036

https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/202654/1/500P-500R-Pessego-nectarina-ameixa-ed01-2019.pdf 


Por Jacó Carlos Diel
Por Jacó Carlos Diel

22 Jul 20 • 7 min


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