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Três quartos de todos os produtores agropecuários não tem conexão de internet

Um setor responsável por aproximadamente um quarto do PIB nacional, sem o devido foco que a atividade merece?

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É bem provável que um europeu, um americano, ou mesmo um chinês, não entenda nunca, que um quarto do nosso PIB é gerado pela agropecuária, sem o devido apoio para tanto pelos órgãos competentes. 

Será que algum dia teremos ferramentas para mensurar o quanto foram maléficas para o agronegócio brasileiro, as ações dos governos nas últimas décadas? Um setor responsável por aproximadamente um quarto do PIB nacional, sem o devido foco que a atividade merece? 

Comportamento somente justificado se a real intenção do projeto era não destoar ou alterar os pífios números das pontas: a quase inexistente conexão de internet para a produção no campo, versus volume de participação do agronegócio no PIB (arredondando, 25% dos produtores semiconectados com internet para a produção no campo, são capazes de produzir 25% de todo PIB brasileiro). E aí alguém perguntou: “a quantos por centos poderá chegar essa participação no PIB, com um governo determinado a dar todo incentivo ao setor e, principalmente, deixar de atrapalhar a atividade produtora no campo”?

Dos 5,1 milhões de estabelecimentos agropecuários em todo país, três quartos desse total, ou seja, 3,7 milhões (cerca de 72%), nem conhecem esta indispensável ferramenta contemporânea. Assim mesmo, somente a parte restante, de um quarto (cerca de 28%) do total de todas as propriedades produtoras nacionais, atendidas precariamente pelo serviço de internet, se encarregam de produzir um quarto do PIB. “Entre o serviço contratado pelas operadoras com os estabelecimentos produtores e a entrega efetivamente prometida, há uma distância longe de traduzir a realidade ou o combinado e assinado entre as partes”. Segundo alguns usuários consumidores, “é a famosa cultura brasileira”. Que eu traduzo por ‘incultura, ou atuação continuada do mal, é o famoso dar o migué’.

Ainda bem que depois de décadas de desmandos e ações desatrosas na condução de políticas para o setor do agronegócio, temos um governo que tem o conhecimento – e  quando não o tem, busca pela voz dos próprios produtores, no caso dos Fóruns Regionais da área – para se municiar da real dimensão do assunto. Além de ter a noção do que é poder contar com um setor que sozinho representa um quarto do PIB, comunga, partilha, endossa e trabalha a perspectiva do Brasil se tornar o maior produtor de alimentos do planeta. E mais: por reiteradas vezes já repetiu por representantes do MAPA que “pelo menos queremos parar de atrapalhar e além disso temos projetos para conectar o campo”. O que por si só, já evidencia um grande avanço na direção de algo louvável e muito melhor para os tempos vindouros. 

Para Sílvia Massruhá, chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária,“a agricultura 4.0 é conectividade. É conseguir máquina com outra máquina, monitorar a propriedade. Você precisa dessas informações online, para conseguir tomar as decisões em tempo real”. E continua: “As tecnologias podem ser a oportunidade para melhorar modelos de negócios, reduzir custos e melhorar a produção. O desafio da conectividade existe em toda a cadeia”. Mais adiante ressalta: “os grandes produtores conseguem investir em conectividade, contratando internet via satélite e instalando antenas nas propriedades para dar acesso à internet em todos os pontos da fazenda”.

Mas frise-se, a maior preocupação do governo neste momento, é principalmente com os pequenos e médios produtores.

Pensando nessa deficiência real que o país ainda vive e para conseguir comunicação, o Aplicativo Fácil Alimentos, em sua solução entrega para os seus clientes o serviço também offline.

Pelo jornalista Jacó Carlos Diel

Fonte: matéria publicada pelo portal G1


Por Jacó Carlos Diel
Por Jacó Carlos Diel

11 Fev 20 • 6 min


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