Tudo começa por nós e, se não for por nós, não começa

É comum acharmos que o que é da comunidade não é de ninguém. E só por isso, que o que é público “não tem valor”.

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Secretário Nelson apresentando o PEDEM

Aconteceu hoje pela manhã, 6/11/2019, no auditório da Uniavan, a entrega por parte do Sebrae, do PEDEM – Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico de Balneário Camboriú. O serviço contratado pela Prefeitura junto ao SEBRAE, ainda em 2017, consistia em levantar a verdadeira vocação econômica da cidade, nos eixos analisados. Para uma melhor didática, esses eixos foram considerados como sendo: Construção Civil – Sinduscon;  Turismo e Economia Criativa – Convention Bureau; Educação e Tecnologia – Acibalc; Saúde – Acibalc e; Comércio Varegista – CDL.

A entrega pública do Plano, serviu para de fato dar início à resolução das demandas levantadas com os diversos segmentos da comunidade, agora compiladas e formatadas em documento. É o marco concreto da colocação em prática do que se escutou, do que se debateu e se votou, para uma caminhada mais célere de toda a comunidade civil, das instituições organizadas e do poder público, todos, rumo ao progresso e de uma sociedade melhor, já para 2020.

Na verdade, o trabalho pesado e o que mais impactará, serão as decisões políticas, que hão de ser tomadas daqui para frete. São essas decisões e esse grau de envolvimento dos munícipes que vão sinalizar se estaremos propensos ou não a antecipar melhorias para o conjunto de toda a comunidade.

Não se sabe quando e como, mas haverá que se provocar um evento, um impacto mais forte, afim de acordar, não só o “zé povinho”, mas iniciar mesmo pelas autoridade, como bem disse no evento o vice-prefeito, Carlos Humberto: “Não poderia deixar de confessar o meu pecado, o pecado do poder executivo do qual faço parte, de não saber nos comunicar. Quero cumprimentar a todos vocês que construíram este resultado, mas de novo, estou intrigado em não fazermos a nossa (poder executivo que integro) parte em comunicar o que fazemos e, que fazermos com recursos dos contribuintes. Seria tanto melhor se num ato como este tivéssemos o envolvimento da comunidade, o testemunho de algumas centenas ou milhares de contribuintes, afinal, são deles os valores aqui empregados. Espero mesmo que este ato sirva de aprendizado e que daqui para frente façamos a nossa lição de casa”.

E não nos enganemos: “Se quisermos uma cidade melhor em todos os sentidos, é preciso iniciar por nós mesmos. Se quisermos ter autoridade para denunciar os corruptos, não podemos ser corruptos. E não ser corrupto não só não roubar, ou receber propina e mesmo pagar propina, é muitíssimo mais”. Começa por não furar fila; não usar a vaga de estacionamento de idoso; passa por mil outras situações. Para uma cidade mais limpa, o lixo tem que ser a nossa preocupação. Usufruir de serviços públicos de qualidade, igualmente tem que ter a nossa participação. E assim, tudo, tudo, porque tudo é nosso, de toda a comunidade. Talvez esteja aí o problema maior: a nossa falta de entendimento sobre o que é de toda a comunidade. Tudo começa por nós e, se não for por nós, não começa. É comum acharmos que o que é da comunidade não é de ninguém. E só por isso, que o que é público “não tem valor”. Até parece que os filhos da comunidade como um todo, não tiveram pais que lhes tenham ensinado “que as coisas dos outros (e aqui vale dizer, dos outros também) tem que ser melhor cuidado do que as suas próprias coisas”.  Este é o entendimento base para que avancemos para outras etapas.   

 Por JCD

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